Partindo da adaptação ao cinema do romance homónimo de Carlos Oliveira, percursor do neorealismo em Portugal, um drama intimista sobre uma complexa, amarga e opressiva relação conjugal. Um jogo de conflitos, amarguras, desejos, paixões, fraquezas e recalcamentos, num universo rural e opressivo, Retrato social típico de um país isolado e pobre, vítima de uma ideologia totalitária. «Um universo rural imobilista e opressivo, quebrado por ausências, desencontros ou silêncios, incidindo sobre um casal – Maria dos Prazeres, Álvaro Silvestre. Relação conjugal de compromisso, que é estilhaçada pelo conflito latente das paixões, fraquezas e desejos recalcados»...OU... O casamento de Álvaro e Maria dos Prazeres é infeliz, como tantos outros que se eternizavam no Portugal medíocre de Salazar. As fidalguias viviam de aparências, a fingir e a calar para manter o património intacto. Todavia, o romance “Uma abelha na chuva” de 1953, faz o amor nascer entre uma criada e um motorista, à margem das regras sociais. Carlos de Oliveira, o autor, dava um sinal de esperança para o desfazer a seguir, porque sabia que ainda não era chegado o tempo de mudar. O país iria ser governado pela ditadura mais uns anos...
Título Original: Uma Abelha na Chuva
Ano de Lançamento: 1972
Direção: Fernando Lopes
País de Produção: Portugal
Idioma: Português
Duração: 75 min.

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