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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Scandal



  • Em O Escândalo, Kurosawa expõe e critica a atitude da imprensa japonesa em divulgar notícias falsas em troca de altas vendas e polêmicas quentes. Jornais pequenos e sensacionalistas estão no topo da lista do diretor, que indaga sobre a utilidade desse tipo de atitude editorial e mostra muito claramente as péssimas consequências para os difamados, que precisam provar que são inocentes. Percebemos o clamor de Kurosawa para que a imprensa continue sendo livre, mas que tenha o compromisso com a verdade, uma vez que assume uma postura aberta de serviço social. Nesse ponto, O Escândalo se torna tão potente quanto "Cão Danado" (1949), porque nos traz algo aparentemente simples e dele retira uma problemática pertinente e atemporal — hoje, muitíssimo mais eficiente que na época em que o filme foi realizado.
Na história, um pintor oferece carona para uma cantora até o hotel onde se hospedariam. Eles se conheceram por acaso e, como iam para a mesma direção, acabaram chegando juntos ao local. A cantora é assediada por fotógrafos da revista Amour, uma publicação pequena que não se preocupa muito com o tipo de notícia ou mentira que veicula. Como a dupla de paparazzi não consegue fotografar a artista, ficam rondando as dependências do prédio e flagram um momento casual em que o pintor faz uma visita ao apartamento da cantora e mostra a ela uma região pantanosa ao longe. Isso é o bastante para que o editor da revista faça uma edição especial sobre o caso dos novos amantes do mundo das artes e o pontapé inicial para o que será desenrolado durante todo o filme.

Título Original: Shûbun
Ano de Lançamento: 1950
Direção: Akira Kurosawa
País de Produção: Japão
Idioma: Japonês
Duração: 104 min.



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