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terça-feira, 19 de abril de 2022

Yoyo


 

Mesmo tendo toda a sorte de mordomias ao alcance de um estalar de dedos e vivendo num castelo de dimensões esplêndidas, um bilionário (Pierre Étaix) dos anos 1920 não é feliz, passando os dias sob o jugo de uma rotina enfadonha em que encontra um único refúgio: olhar, nostálgico, a imagem de uma atriz de circo que amara no passado. Quando vem o crash da bolsa em 1929, levando-o à sarjeta e à miséria, ele decide ir atrás da mulher e do filho, Yoyo (Philippe Dionnet; Pierre Étaix), para montarem uma trupe e seguirem vivendo de espetáculos mambembes. Yoyo faz perfomances de palhaço desde pequenino, cresce sonhando com o antigo castelo do pai, se torna prisioneiro de guerra e, por fim, vira uma estrela de cinema soberba, cercado de luxo, à maneira que fora seu pai outrora. Partindo de uma inteligente homenagem ao cinema mudo, inclusos os intertítulos, Yoyo floresce como uma ácida saga familiar e uma celebração apaixonante do circo. Cheio de piadas ágeis (à la Chaplin) e de efeitos sonoros ingênuos, Yoyo é um filme simples, doce, um bocado melancólico e completamente imaginativo. Escrito em parceria do diretor com Jean-Claude Carrière (conhecido pelos trabalhos com Buñuel, de quem até redigiu a biografia), Yoyo foi indicado à Palma de Ouro em Cannes, 1965.

Título Original: Yoyo
Ano de Lançamento: 1965
Direção: Pierre Étaix
País de Produção: França
Idioma: Francês
Duração: 98 min.



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