
Aos quase sessenta anos, após uma vida dedicada à poesia e aos excessos, Oscar Restrepo, enfrenta uma crise existencial. Em sua tentativa de melhorar, ele conhece Yurlady, uma jovem poetisa de um bairro humilde. Determinado a ajudá-la a cultivar seu talento, Oscar busca redimir seus próprios fracassos, mas corre o risco de arrastá-la para o mesmo mundo destrutivo que o consumiu... OU... Um brinde ao degredo social dos esquisitos, atormentados, feios, sem carisma, desajustados, histéricos, insólitos de verve igualmente insólita, intragáveis, que habitam a palavra como se ela fosse o último território possível. Uma tragédia em forma de comédia de erros. Visão ímpar do uso das palavras e do que vem a ser alguma poesia: ponte para o escárnio, para a degeneração, para a dissociação, para o identitarismo, para o consolo. A palavra como altar e como vômito. Uma comédia dramática com um personagem azarado e sofredor – a fita foi concebida como comédia, a gente ri muito das situações, mas, no fundo, é um drama pesado. Em Medellín, um professor cansado e também um poeta sem sucesso chamado Óscar Restrepo, encontra esperanças quando descobre que uma aluna sua, Yurlady, é uma exímia poetisa. Afundado no álcool e sempre cobrado pela mãe idosa, ele faz de tudo para que a menina mostre seu talento para o mundo, incentivando-a a participar de concursos de literatura e poesia... OU... O poeta de meia-idade, de talento modesto, luta para sobreviver em várias frentes, mas, para ser honesto, ele costuma ser seu próprio pior inimigo, frequentemente, se sabotando, teimoso e se recusando a fazer qualquer concessão que possa tornar sua vida mais fácil e agradável. Ele está falido, mora com sua mãe idosa e o relacionamento com sua filha universitária, com quem tem um relacionamento distante, é extremamente tenso, principalmente, porque ela o considera um perdedor patético. Aceitando um emprego como professor, uma posição que ele encara com desdém, como se estivesse comprometendo sua sensibilidade artística, descobre uma aluna que parece ter um talento genuíno para a poesia, Yurlady, de 15 anos, pertencente a uma minoria e de origem socioeconômica desfavorecida. Oscar quer ajudá-la a desenvolver sua arte, auxiliando-a a se matricular na escola de poesia administrada por sua editora, uma oportunidade que lhe permitiria participar do festival de poesia, dando maior visibilidade ao seu trabalho e possivelmente possibilitando que ela ganhasse um prêmio em dinheiro. Isso também lhe dá a chance de vivenciar, ainda que, indiretamente, o sucesso dela, algo que não aconteceu por si só em sua própria vida. Sua história se torna a personificação do azar, não apenas em empreendimentos nos quais ele dá um tiro no próprio pé, mas também em tentativas sinceras de fazer algo bom e nobre, mais um palhaço triste do que uma figura genuinamente trágica... OU... Deliciosa jóia Indie, filmado em 16 mm. Prêmio especial do Júri na mostra "Un Certain Regard" do Festival de Cannes, 2025 e indicado pela Colômbia ao Oscar 2026.
Título Original: Un poeta
Ano de Lançamento: 2025
Direção: Simón Mesa Soto
País de Produção: Colômbia, Suécia, Alemanha
Idioma: Espanhol
Duração: 123 min.