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sábado, 9 de janeiro de 2021

Quero Viver



O "Mestre" Kaneto Shindô, aqui com 87 anos (entretanto, falecido, com 100 anos) e com 50 anos de carreira, nos traz um filme sobre velhice e envelhecer. Com os séculos, a longa tradição das grandes famílias que acolhem seus idosos, vivem em comunidade e aproveitam da sabedoria e experiência dos anciãos, se foi transformando em pequenos núcleos atomizados e, mesmo, monoparentais ou sem filhos. A ideia de solidão da velhice,  seu abandono e isolamento é um problema da atual sociedade que idolatra o que é jovem e quer esquecer o que envelhece, tanto mais, quando aumenta a idade da esperança de vida no mundo... Apesar de o Japão ser um país com muitos idosos, Yasukichi, sente na pele o preconceito que as pessoas têm com os mais velhos. Patriarca de uma família disfuncional, tem uma relação complicada com os três filhos, em especial, Tokuko, mulher de meia idade que sofre de bipolaridade e ainda mora com ele, a qual, a todo custo, tenta convencê-lo a ir para um asilo...OU... Uma adaptação moderna de Narayamabushi-ko, A Balada de Narayama. É a lenda contada, em preto-e-branco, por Yasukichi, mesma lenda que levou Keisuke Kinoshita a rodar o antológico "Balada de Narayama", em 58, adaptação do romance de Shichiro Fukazawa, de 1956. 

Título Original: Ikitai
Ano de Lançamento: 1999
Direção: Kaneto Shindô
País de Produção: Japão
Idioma: Japonês
Duração: 119 min. 


 

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Filhos de Hiroshima



O filme começa com uma cena em que crianças em um jardim de infância de uma vila de pescadores no interior do Japão são dispensadas por sua professora Takako (Nobuko Otowa) por causa da chegada das férias de verão. Takako era uma professora de jardim de infância em Hiroshima, mas com a bomba ela perdeu seus pais e sua irmã e agora, seis anos depois, vive na pequena vila com sua tia. Estando de férias, Takako decide voltar a Hiroshima para visitar sua colega Natsue (Niwa Saito). Caminhando pelas ruas de Hiroshima, Takako encontra por acaso o antigo ajudante de seu pai, Iwakichi (Osamu Takizawa), que agora está desfigurado e quase cego pedindo esmolas na rua. Ela decide passar a noite no barraco onde Iwakichi mora e, conversando com ele, descobre que o único parente que lhe restou é seu neto Taro... Filmado em 1952, logo após o fim do período de ocupação americana, Filhos de Hiroshima oferece um retrato da situação dos hibakusha (as vítimas que sobreviveram aos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki) nos anos que se seguiram às explosões das bombas. Embora o filme seja uma ficção, o fato de ele ter sido filmado em Hiroshima – com seus prédios ainda em ruínas e com boa parte de sua população ainda sofrendo os efeitos da bomba – dá a ele um caráter testemunhal de grande valor sobre a maneira como as pessoas continuaram a viver suas vidas na cidade após a tragédia da bomba.

Título Original: Genbaku no ko / Children of Hiroshima
Ano de Lançamento: 1952
Direção: Kaneto Shindô
País de Produção: Japão
Idioma: Japonês
Duração: 96 min.



quinta-feira, 12 de setembro de 2019

A Ilha Nua



Filme que impressionou todo o mundo, nos anos 60,s, com plateias esgotadas... Relata a vida de uma família tentando sobreviver numa ilha isolada... A ilha nua é crônica angustiante, lamento pungente e seco, ajustado ao compasso das estações do ano. Fala de pessoas condenadas a viver; obrigadas aos imperativos da adversidade que transforma cada dia num campo de batalha; envolvidas na rotina atroz de uma jornada de interminável sofrimento que somente a conformação e o silêncio podem abrandar. Os personagens anônimos — pai (Otowa), mãe (Tonoyama) e filhos (Tanaka e Orimoto) — têm existência reduzida ao básico. Habitam pequena ilha costeira, de relevo íngreme e acidentado, similar a um calombo que se ergue desde os limites com o mar. O meio líquido circundante forma um cruel paradoxo com a falta de água potável no lugar. Dependem dela para tudo, principalmente para a irrigação dos cultivos aos quais se dedicam nos parcos espaços de terra aproveitável que sobram... Verão, Outono, Inverno, Primavera... Tanto sofrimento encontra explicação: em A ilha nua, Kaneto Shindô reatualiza, em parte, lembranças da própria infância no seio de uma família pobre e numerosa do Japão Ocidental conhecida por Mar Interior. As memórias do cineasta ficaram impregnadas pela visão do duro trabalho dos pais, entregues ao cultivo do arroz sob o abrasador sol de verão, e às penosas atividades de colheita e beneficiamento durante o outono. Mas é a imagem da mãe, sempre silenciosa, transportando sobre os ombros, dia após dia, "dois pesados baldes de água" que mais impressões deixou no diretor. Principalmente pelo fato de que ela (quase?) jamais extravasou qualquer palavra ou expressão de desabafo. Por isso, o filme não apresenta diálogos. O silêncio, por outro lado, expressa e valoriza a luta dos camponeses com limitações da terra e da natureza...

Título Original: Hadaka no Shima
Ano de Lançamento: 1960
Direção: Kaneto Shindô
País de Produção: Japão
Idioma: Sem diálogos
Duração: 94 min. 



terça-feira, 3 de setembro de 2019

O Gato Preto



Uma mulher e a sua filha são estupradas e assassinadas por soldados durante a guerra civil. Mais tarde, vários samurais que retornaram da guerra são encontrados mortos nas cercanias com a garganta cortada. O governador manda convocar um selvagem e jovem herói, para comprovar que o assassino evidentemente deve ser um fantasma. Então, ele encontra duas belas mulheres na floresta de uma linda paisagem. Após a purificação espiritual, ele encontra o demônio que o desafia para uma luta eletrizante.

Título Original: Yabu no naka no kuroneko
Ano de Lançamento: 1968
Direção: Kaneto Shindô
País de Produção: Japão
Idioma: Japonês
Duração: 99 min.



segunda-feira, 29 de julho de 2019

Onibaba - A Mulher Demônio



Japão, século XIV. Esperando o filho que está na guerra, uma mulher e sua nora sobrevivem em uma aldeia através de tocaias que armam para alguns soldados, matando-os e vendendo seus pertences. Com a morte do filho, a mãe põe em prática um plano diabólico para manter a companhia de sua nora.

Título Original: Onibaba
Ano de Lançamento: 1964
Direção: Kaneto Shindô
País de Produção: Japão
Idioma: Japonês
Duração: 108 min.