Três mulheres de classe média, para o desgosto de seus respeitáveis maridos, discutem sobre qual delas deve acompanhar George, amigo das três há anos, fatalmente doente, durante as últimas semanas de vida dele. Baseado em uma peça de teatro de Alan Ayckbourn, o filme reflete a partir de uma distância irônica sobre o poder do amor e do desejo... OU...Será que a comunidade crítica decidiu "enterrar" de vez o diretor francês, posteriormente falecido a 1 de Março, com 92 anos? Parece evidente que esta terceira adaptação de uma peça do dramaturgo inglês Alan Ayckbourn não atinge o patamar das anteriores, Fumar/Não Fumar e Corações. Mas nem por isso Aimer, Boire et Chanter deixa de ser mais uma deliciosa brincadeira formal do veterano francês. Ganha também foros de "segundo testamento", sobretudo vindo a seguir a Vous n'avez encore rien vu (Cannes 2012), cuja estrutura elegíaca sugeria um testamento fílmico de um cineasta que não se saberia se voltaria a rodar... Mas voltou. E a morte volta a pairar sobre o novo filme e a motivar a sua peculiar celebração da vida, com George Riley, o amigo comum dos três casais, a tornar-se uma espécie de demiurgo invisível... Com Sabine Azéma, Hippolyte Girardot, Caroline Silhol, Michel Vuillermoz, Sandrine Kiberlain e André Dussollier.
Título Original: Aimer, boire et chanter
Ano de Lançamento: 2014
Direção: Alain Resnais
País de Produção: França
Idioma: Francês
Duração: 108 min.

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