Vasco, é estudante e vive da mesada das tias transmontanas que estão convencidas que ele é um médico com consultório montado. Tudo mentira: ele chumbou nos exames por dar mais atenção ao fado e aos namoros. Agora, as tias vêm visitá-lo... OU... Este filme é um dos mais importantes clássicos do cinema português. Não por acaso, mas por mérito. Realizado por Cottinelli Telmo, tem como protagonistas: Vasco Santana, Beatriz Costa, António Silva e Manuel Santos Carvalho (entre outros) Sendo uma comédia à moda antiga, podemos esperar várias piadas situacionais e contextuais, bem como jogos de palavras cômicos. Este filme nunca perde a graça. É um filme sempre fresco e agradável de assistir, que também apresenta uma interessante defesa do fado, o gênero musical mais popular entre os portugueses da época, e que ainda hoje é parte importante da identidade coletiva do país. Um filme recomendado para toda a família, com cenas que se tornaram famosas e piadas que todos os portugueses conhecem bem. É um filme querido, amado em todo o país e por todos os amantes do cinema português... OU... O Estado Novo (Nova Constituição portuguesa e governo de Oliveira Salazar) (1933-74) surgiu no mesmo ano da estreia de, A canção de Lisboa, o primeiro filme sonoro português produzido inteiramente dentro das fronteiras do país. Foi a primeira de uma longa linha de comédias populares, genericamente designadas por comédia à portuguesa. Muitos desses primeiros filmes sonoros estrelaram atores cômicos conhecidos treinados no teatro de Revista (inspirado no Vaudeville). A única longa-metragem dirigida por Cottinelli Telmo, arquiteto de profissão, que participara na construção do estúdio Tobis Portuguesa, em 1932, onde foi filmado A Canção de Lisboa, no ano seguinte e, futuramente, na Exposição do Mundo Português (Lisboa, 1940). As possibilidades criativas e a empolgação geradas pela nascente indústria cinematográfica portuguesa refletem-se na impressionante lista de colaboradores desta produção. Entre eles, o pintor Carlos Botelho (que atuou como assistente de produção), o jovem Manoel de Oliveira (sim, o Diretor), (que interpretou o amigo e galã Carlos)(sim, foi campeão de natação) e o aclamado pintor, escritor, etc, Almada Negreiros, que criou dois cartazes deslumbrantes para a divulgação do filme... OU... Com inteligente humor (roteiro do Diretor e de José Galhardo), um exemplo das centenas de piadas:
Vasco, um pouco bêbado, olha para Carlos, e o vê em duplicado. Estranhando, pergunta ao amigo:
«- Mas, tu, agora, és dois?
Pensando, justificou a sua visão embriagada:
- Claro! És Carlos. Carlos é plural».
Título Original: A Canção de Lisboa
Ano de Lançamento: 1933
Direção: José Cottinelli Telmo
País de Produção: Portugal
Idioma: Português
Duração: 85 min.

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