Os Rapazes da Banda, adaptação de um espetáculo off-Broadway de mesmo título, foi um filme marcante para a inicial década de 1970, pois representava uma mudança nos paradigmas. O história criada por Crowley (autor da peça) é simples na estrutura, complexa nas subjetividades: Michael resolve comemorar o aniversário de Harold , e resolve receber os amigos em sua casa. Gays acima dos 30 anos são os convidados da festa e o holograma de tipos se faz: a o negro, o mais comportado, a mais pintosa, a bicha velha, o mais elegante, os solteiros, os enroscados e até um heterossexual. Se até então as produções norte-americanas tratavam a temática queer sob uma ótica ainda normativa, mesmo quando sensíveis às suas questões, foi com esse filme, que os Estados Unidos tiveram a sua primeira produção mainstream assumidamente gay. Os Rapazes da Banda foi o primeiro longa de Hollywood que mostrou gays como personagens principais e com sexualidade exposta abertamente, sem recorrer a artíficos retóricos em prol de uma defesa dos gays. Esse universo é dissecado por diálogos por vezes corrosivos, que aos poucos vão revelando a essência de seus personagens como seres humanos reais, suas relações entre si, sua exposição (ou não-exposição) social da sexualidade e suas perspectivas de vida no meio em que vivem.
Título Original: The Boys in the Band
Ano de Lançamento: 1970
Direção: William Friedkin
País de Produção: EUA
Idioma: Inglês
Duração: 118 min.

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