Primeira longa desse diretor. As barreiras à emigração sucedem em todas as partes do mundo, que lidam com o fenómeno. Portugal, tradicional país exportador de emigrantes, desde há 30 anos, que passou a recebê-los. Em Portugal, e na União Europeia, as instâncias de poder (governamentais, judiciais, policiais) têm pânico de ser expostas. Aquilo que mais temem ver revelado não são os seus abusos de poder, mas a sua (muitas vezes) grave incompetência. Este é o fio que sustenta esta Viagem a Portugal, ficção livremente adaptada de uma história real. No país dos brandos costumes, a violência é perpetuada através do triunfo da ignorância e graças ao poder do silêncio. De forma sistemática, pelas regras formais e com as melhores intenções. É pois, um filme político, sobre os procedimentos de controle de estrangeiros nos aeroportos europeus e sobre o tratamento desumano, que é aceite como prática comum nos dias de hoje. Maria (Maria de Medeiros), uma médica ucraniana, aterra no aeroporto de Faro, em Portugal, com um visto de turismo. Entre todos os passageiros do seu avião, Maria é a única a ser detida e interrogada pela polícia de estrangeiros e fronteiras. A situação transforma-se num pesadelo quando a polícia percebe que o homem (Makena Diop) que espera Maria no aeroporto, é senegalês. Imigração ilegal? Tráfico humano? Tudo é possível. Conta ainda com o, infelizmente, último trabalho de Isabel Ruth, essa decana do cinema português.
Ano de Lançamento: 2011
Direção: Sérgio Tréfaut
País de Produção: Portugal
Idioma: Portugués, Ucraniano, Francês
Duração: 71 min.

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